Através dessas fotos eu pude comprovar que essa primeira enchente foi muito maior que a última. Reparem, no fundo da imagem da foto de 74, a altura do nível da água nas portas dos comércios e depois comparem com a foto de 2004. E se reparmos mais ainda, podemos ver na foto de 74 uma mancha escura nas paredes, acima do nível da água, o que significa que quando a foto foi tirada a água já havia recuado pelo menos uns 50 centímetros. Incrível.
A outra comparação escolhida é de 2 imagens da casa do maestro Álvaro Correia. Não sei bem a data da primeira foto, creio ser do final da década de 70 ou início de 1980 e a segunda é de 2009. O que notamos nessas fotos é o desenvolvimento dessa parte da cidade. A paisagem foi muito modificada. Lá no fundo aparece a cerâmica, e o antigo campo de futebol é substituído por um ginásio poliesportivo. A casa do maestro foi reformada e a quantidade de casas no entorno aumentou consideravelmente.
Pena que o progresso não seja vestido apenas de louros, pois com ele temos também a destruição. Reparem na imensa mancha escura ao lado da casa do sr. Álvaro, na foto preto e branco, é um pomar que se estendia até a margem do Rio Jaguaribe. Já na foto de 2009 o pomar tornou-se um enorme descampado, dando lugar ao que futuramente será o novo campo de futebol.
O interessante dessas fotos em P&B é que mostram a simplicidade de vida do nosso povo. Na foto da enchente temos uma canoa passeando no meio das águas, como se nada houvesse acontecido e ao fundo, um velho Jeep, ilhado, como se esperasse as águas baixarem. Já na foto da casa do maestro, que na época mais parecia um sítio, as vacas pastam no mato ralo na entrada da casa e as roupas estavam estendidas na cerca de madeira, com certeza secando após serem lavadas sobre as pedras do Rio Jaguaribe.
Fotos: Praça dos Leões 1974 (Desconhecido); Praça dos Leões 2004 (Desconhecido); Casa do Maestro 70/80 (Desconhecido); Casa do Maestro 2009 (Djferson S. Araújo)







